468x60

Incluindo-me em uma sociedade não real: a minha.
  • Blockquote

    Mauris eu wisi. Ut ante ui, aliquet neccon non, accumsan sit amet, lectus. Mauris et mauris duis sed assa id mauris.

  • Duis non justo nec auge

    Mauris eu wisi. Ut ante ui, aliquet neccon non, accumsan sit amet, lectus. Mauris et mauris duis sed assa id mauris.

  • Vicaris Vacanti Vestibulum

    Mauris eu wisi. Ut ante ui, aliquet neccon non, accumsan sit amet, lectus. Mauris et mauris duis sed assa id mauris.

  • Vicaris Vacanti Vestibulum

    Mauris eu wisi. Ut ante ui, aliquet neccon non, accumsan sit amet, lectus. Mauris et mauris duis sed assa id mauris.

  • Vicaris Vacanti Vestibulum

    Mauris eu wisi. Ut ante ui, aliquet neccon non, accumsan sit amet, lectus. Mauris et mauris duis sed assa id mauris.

Eu consegui, eu vivi.

domingo, 19 de setembro de 2010
Às vezes estamos tão longe que sentimos falta até do vento, da grama e dos inimigos. A saudade parece tão grande que nem sabemos o porquê de termos partido. Tudo é tão difícil... 
Difícil. Essa palavra descreve tanta coisa, não é?! Enfrentar os problemas é difícil, mas no fim sempre conseguimos. Conseguir, outra palavra, mas essa descreve sensações. Sabe aquela sensação de frio na barriga e sorriso dos olhos que temos quando realizamos algo que parecia tão impossível antes? Eu chamo de conseguir. Ela é semelhante à Felicidade. Não dizem que a felicidade está em momentos? E quando conseguimos resolver algum problema nesse momento ficamos felizes. 
Mas nem sempre tudo é tão simples, parece que nunca vai acabar. Só que sempre acaba, felizmente ou infelizmente. O minuto acaba, a hora acaba, o dia acaba, o ano acaba e a vida acaba. Não gostamos de pensar nisso, eu sei. Ninguém gosta, mas é a verdade: a vida acaba. E levaremos da nossa vida quem somos e o que fizemos. E aquela bolsa que compramos depois de tanto juntar dinheiro ou aquela roupa que ganhamos? Elas não vão junto. É aí que percebemos como temos que aproveitar os momentos, a vida. Aproveitar a vida é fácil? Acho que não, na verdade tenho certeza que não é. Nada é fácil, muito menos a nossa vida. Mas se fosse fácil não teria graça. Qual seria a graça de viver um dia após o outro, de dormir para acordar no dia seguinte, de ter coragem e assumir desafios se tudo fosse tão fácil? Nenhuma. Aproveitar a vida é algo que tanta gente diz tantas vezes, mas acho que nunca sabemos o que é até perceber que estamos aproveitando. Mas aproveitar não é sinônimo de alegria. Envolve muito mais, assim como tristeza, solidão e saudades. Ah, a saudades de novo. Todos nós sempre sentimos saudades de coisas. Coisas tão insignificantes na maioria das vezes, mas coisas tão importantes em outras. Por exemplo saudades da família, dos amigos e até mesmo da nossa casa. Reclamos tanto dela, mas é lá que nossa vida está alojada. Nossa vida é muito importante, logo o lugar que ela se encontra também é. 
Só que nem sempre temos tudo que queremos, certas vezes sonharemos com alguma coisa e quando abrimos os olhos vemos outra. Isso dá uma angústia sem tamanho. E a insegurança então? Ela é tão terrível, nem sei o que dizer dela. Ela vem, nos ataca e nos deixa com medo. Não gosto de medo, mesmo sabendo que sentimos muito dele. Ele está sempre conosco e parece ser tão devastador. Se soubéssemos o quanto ele nos faz crescer... talvez pariamos de tê-lo. Mas isso é impossível, todo mundo sente medo. Medo é comum! Não significa que deixaremos de lutar por apenas ter medo de enfrentar. 
Por trás de todo esse medo tem algo tão diferente e tão parecido ao mesmo tempo: a realização. A realização emocional ou física. Sabe aquele friozinho na barriga que você tem logo após fazer algo certo? Essa é a realização. Só que é difícil saber quando algo é certo... eu sei disso. Eu acho que na verdade nada é certo, as coisas só parecem ser menos erradas. E muitas vezes não sabemos distinguir, isso é normal, mas muito complicado. Temos que viver para saber se o que fizemos foi menos errado. 
Viver, que verbo lindo. Todos querem viver bem, ter momentos para contar aos netos e para quando tivermos 80 aninhos poder sorrir e dizer "eu consegui, eu vivi". Só que para tudo isso precisamos aproveitar coisas novas, não conseguiremos e não viveremos nada se ficarmos parados e pedindo sempre ajuda. Precisamos apenas de nós mesmos e da nossa força de vontade. 
Mas e quando estamos longe? Como vamos aguentar a saudades? Chorando e sorrindo logo após. Ou até mesmo olhando para o céu e vendo que o sol tem o mesmo tamanho em qualquer lugar que estejamos. Isso não é incrível?! Não parece que estamos menos longe de quem estamos pensando?! Eu acho. 
Alguns acham que passar por tudo isso e sentir todos esses sentimentos é muito difícil, mas no fim eles vão continuar sendo as mesmas pessoas, não irão crescer. Irão ser eternamente aqueles que não podem pensar que se algo não deu certo, eles nem, pelo menos, tentaram. Diferente de alguém que pegou a oportunidade, a enfrentou, viveu a aventura, passou por tudo isso e sobreviveu feliz por ter realizado tanta coisa sozinho...


(Esse texto é em homenagem à uma amiga muito especial que está longe por um ano... saudades, Má :]) 

Sonho egoísta.

terça-feira, 14 de setembro de 2010
Uma pessoa tem um sonho... ela não é a única. Junto com ela moram mais pessoas e elas também têm sonhos. Perto dessas pessoas moram outras pessoas que, de novo, também sonham em realizar ou ter algo. Os lugares que essas pessoas frequentam são frequentados por outras pessoas sonhadoras. Esses lugares fazem parte de um complexo de vários lugares aonde há pessoas e todas com um sonho.
Todo mundo sonha com algo. Todo mundo mesmo, às vezes até com as mesmas coisas que você. Seus pais sonham muitas vezes em você se tornar uma pessoa respeitável, educada, bem-sucedida e feliz. Seus irmãos, na maioria dos casos, apenas querem ser alguém na vida - igual você, eu suponho. Seus vizinhos sonham com alguma coisa que muitas vezes você nem deve imaginar o que seja e nunca nem vai ficar sabendo - mesmo eles estando tão perto de você. Seus amigos sonham com coisas que você até sabe o que seja, mas não tem ideia da intensidade. Seus colegas do dia-a-dia imaginam conseguir algo que você pode até ficar sabendo um dia, mas não dará muita importância - não te interessam mesmo.
A sua cidade está repleta de sonhos, logo seu estado, país e continente estão também. O mundo está cheio de pessoas sonhadoras, umas 7 bilhões mais ou menos. Já parou para pensar em quantos sonhos há perto de você?
Imagino que você não faz ideia de qual seja o sonho da maioria das pessoas que te cercam. Você realmente tem certeza que os seus avós sempre sonharam apenas em constituir família saudável? Será que eles não pensaram um dia sequer em serem pessoas totalmente diferentes? Em viajar pelo mundo, serem famosos ou até mesmo em quebrar padrões? Isso, igualzinho com o que você sonha. Olha que eles são de décadas antes de você. Mas sonhos são sempre sonhos.
E os seus amigos, hein?! Você pode saber que eles sonham em serem respeitáveis médicos, ótimos atores, excelentes escritores ou até mesmo apenas ricos. Mas você não tem idea do grau que isso tem na vida deles. Muito menos daquelas pessoas que você vê, sempre passam por você e trocam algumas palavras. Elas sonham também e como sonham. E aquelas que você não conhece? Elas nem existem se você nunca as viu, mas elas sonham e muito.
Alguém que mora na sua cidade, que você nunca viu na vida, sonha também. Até alguém de outra cultura e país sonham! Mas eles vivem tão longe de você, como você iria imaginar? Alguém de outra classe social também, nunca se esqueça disso. Eu sei, eu sei, nós nunca pensamos neles.
Um tailandês de 23 anos pode estar nesse exato momento se revirando na cama imaginando como será quando se formam na faculdade e uma criança miserável africana de 5 anos pode estar agora almejando o dia que terá um prato de comida, saúde, família estável e uma casa confortável, mesmo ela sendo apenas uma criança que deveria só querer brinquedos... sem você nem saber da existência delas e de seus sonhos.
Há tantas pessoas na sua vida e muito mais fora dela que não apenas sonham, mas vivem de variadas formas enquanto você está aí preocupado apenas com o seu sonho egoísta que parece ser o mais importante e difícil de se realizar e com sua vida simples que você acha ser a única do mundo. E nem ao menos percebe que você é apenas mais um que vive e sonha, não o único, nesse imensurável mundo de sonhos e vidas.

Inteligentemente sábio.

terça-feira, 7 de setembro de 2010
O abismo de diferença entre sabedoria e inteligência não é nada pequeno, como eu disse é um abismo. Mas as pessoas estão sempre confundindo uma com a outra e não percebem que elas são totalmente diferentes.
Em termos óbvios e simplificados, a inteligência não passa de uma técnica de ideias e estratégias, que uma pessoa que estuda o dia inteiro uma determinada matéria acaba se tornando inteligente sobre a mesma. É uma combinação de facilidade de captação com a facilidade de absorção, não envolve emoção alguma. Sabedoria já é diferente, é a mistura de ação com emoção. Resumo como sendo a consciência em ação, enquanto a inteligência é a consciência apenas planejando. É importante saber a diferença entre essas duas, elas são frequentemente confundidas e isso me incomoda um pouco. Talvez seja por observar diversas pessoas sábias que são julgadas injustamente como apenas inteligentes, ou aquelas inteligentes, tapadas, que são consideradas sábias, mas na verdade estão bem longe.
A inteligência é a capacidade de conhecer o mundo, tem a ver com conhecimento apenas, enquanto a sabedoria é o aproveitamento e análise do mundo, ela tem mais ou menos a ver com a felicidade - quando sabemos aproveitar o que tem em nossa frente, fica muito mais fácil de ser feliz. Não digo que inteligência não é importante, longe disso, ela que nos dá os meios para viver e explorar os universos desse mesmo mundo, mas somente tendo sabedoria que conseguimos ver o "por quê" das coisas, não apenas o "como".
Com certeza que com a inteligência conseguiremos avançar na vida. É através dela que conseguimos encontrar os caminhos para o nosso sucesso. Mas a capacidade de encontrar o motivo de fazer tudo isso é a sabedoria. As escolas de modo geral não nos ensinam a ter sabedoria, apenas inteligência. Somos ensinados a absorver conhecimentos e informações apenas, não a achar o motivo de estarmos fazendo isso. O que é péssimo. Preferia mil vezes aprender como ser sábia do que como resolver um exercício de física que não sei para que usar na minha simples vida.
Os antigos sabiam diferenciar bem uma da outra, costumavam dizer que "Os homens inteligentes sempre fazem, mas os sábios sempre procuram a melhor forma de faze-lo". Em termos filosóficos a sabedoria preza os meios antes que os fins, ou mesmo reavalia os fins diante dos meios oferecidos. Deu para entender? Espero que sim. E você? O que você é? Inteligente ou sábio? Espero que você não saiba a resposta, ai só assim terá os dois. No fim, concluímos que o importante é ter os dois, ser inteligentemente sábio.

Busca incontável.

terça-feira, 31 de agosto de 2010
Não sei exatamente quem sou eu, muito menos quem eu sou - não pense que foi redundante da minha parte, não foi; use sua imensurável capacidade interpretativa que entenderá. Quando penso em mim, não sei sobre o que pensar e quando falo de mim, não sei em que ou quem me baseei. De onde vem minhas crenças, meus valores e minhas vontades? De onde vem minhas palavras e meus pensamentos? Não sei; algo curioso, posso te dizer de primeira. Tenho medo de chegar em conclusões de ser alguém que apenas acho que eu sou, já se sentiu assim? Pensar que você não é exatamente quem você acha que você é? Eu já, diversas vezes. Percebo que às vezes exprimo tanto ser uma pessoa que acabo me transformando nela. Preciso me encontrar, entender o que eu penso e o que eu falo; seguir os caminhos vazios e ignorados que me levam à uma profunda análise sobre a pessoa que digo ser eu.
Não sei o quão dramático e existencial esse texto está parecendo, mas de vez em quando essa dúvida toda me arrebate e sinto uma necessidade enorme de me definir. É como se fosse uma estrada sem fim em que tudo parece distante e incessantemente desgastante. Perdi as contas de quantas vezes passei por essa situação e só consegui chegar à mais dúvidas; só que sinto que cada vez, com mais dúvidas, mais eu amadureço. Quem sabe o amadurecimento chegue à uma resposta? Eu pensava assim antes, não acredite nisso, por favor. Ao contrário do que as pessoas estão acostumadas a dizer, o amadurecimento não te trará o mar de respostas para suas perguntas sem fim, só trará perguntas mais difíceis que te fará esquecer daqueles questionamentos cândidos que você se preocupava tanto antes, como uma simples pergunta de quem você é.
Voltando ao assunto de quem eu sou... talvez eu seja só mais alguém pensando no que é o próprio ser, que não chega à uma resposta, já até mudei várias vezes de opinião! Quando eu era mais nova, menos de  um metro e cinquenta, pensava que eu era uma super heroína que só faltava um chamado dos Deuses mitológicos para salvar o mundo. Ridículo, eu sei. Não me culpe, culpe os diversos desenhos animados que ocupavam minhas tardes. Quando cresci pensava que eu era parte de alguma história fictícia, às vezes acredito nisso até hoje. Ao enfrentar um problema paro e penso se realmente estou vivendo isso.
E agora? Quem eu sou? Poderia me definir superficialmente como alguém nas vésperas de se formar no colegial e entrar para uma faculdade. Mas como eu disse antes, talvez seja apenas o que eu penso que eu sou. Eu posso ser muito mais que isso, ou muito menos. Como disse uma vez Augusto Cury "há muitos anos me pergunto quem eu sou. Quanto mais me pergunto, menos sei quem sou. O que eu penso que sou não é o que eu sou".
Enquanto espero todos esses anos passarem para menos eu descobrir, irei continuar nessa busca, mesmo sabendo não haver resposta. Gosto dessa busca, me dá uma animação para pensar. E no meio tempo continuarei mantendo meus segredos ocultos no meu íntimo, minha fragmentação idealista nas pontas do meu incosciente e os devaneios presos no futuro - ou o que eu espero que o futuro seja. Acho que nessas últimas três linhas consegui finalmente me desvendar, talvez eu seja isso: o esconderijo de sonhos infinitos. Ou melhor, não concluí nada, porque ai eu finalmente pararia de buscar, pensar e o pior: escrever. Então continuo sendo essa pessoa inloquente, incoerente e indefinida, assim é melhor.

Viver e imaginar, imaginar e viver.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Eu imagino muito, acho que, na verdade, imagino tudo. Chego a um ponto de sair desse mundo de matérias e viver em um imaginado. Esqueço da minha existência - e da de todo mundo - e lido somente com a essência de tudo. Muitos não devem entender do que se trata, estão presos demais nas bases concretas. Outros até entendem, mas me julgam ultra romântica. Talvez eu até seja, quem sabe?!
No fundo, a maioria considera não viver no mundo real algo errado, mas quem disse o que é certo ou errado? O meu certo não é certo para você, o que torna tudo um mar de infinitos questionamentos que só chegam a uma resposta: o talvez. Tudo é talvez, tudo mesmo. Mas como essa certeza é certa e não errada? Então me corrijo, talvez tudo seja talvez.
Essa conclusão sobre o talvez retoma o assunto inicial, é uma imaginação de resposta. É tudo imaginado mesmo. Todas as coisas se resumem, para mim, a uma distorção de fatos e futuros fatos que agradam meus pensamentos, anseios e carências. Uma maneira simples de observar o que me rodeia e o que me faz rodear.
Imagino basicamente um novo mundo. Um sem razões, falsidades, julgamentos, pecados, extrapolações - apenas a de ideias, capital e disputas pelo mesmo. Sem inferno e sem superioridade - apenas o céu acima de nós. Todos sujeitos ao mesmo patamar imaginário; um lugar que o que conta é, somente, a capacidade de imaginar. Tudo isso apenas pelo fato da imaginação ser a única coisa que é só nossa e depende apenas de nós. Ninguém nos dá, nos tira, compra, consegue e influencia. Classe social e mediocridade não interferem; não há desculpas para a imaginação. O único lugar que todos os seres humanos são iguais, não há superiores, inferiores e toda essa hierarquia hipócrita.
Considero o maior poder, o de imaginar. Imagino tudo e todos e sempre irei, até o fim, ou até mesmo depois disso. A imaginação não acaba; não tem fim; não morre. Ela irá permanecer em todos os meus feitos, como resquício do que algum dia a mesma já foi e continuará ser até que eu me convença do contrário. Enquanto isso não acontece, continuo imaginando o meu mundo e quando sobra tempo, presencio esse real que todos nós pertencemos.

Sentados e esperando.

domingo, 25 de julho de 2010
Todo mundo é mal compreendido. As palavras morrem em nossa boca e nunca saem dos pensamentos, ninguém nunca nos entende. Parece que tudo está sempre errado, ou seria o errado o certo? Para sempre estar errado? Não sabemos; o certo e o errado não se diferenciam mais para nós. Sempre sentimos que não há mais caminho a percorrer para que possamos passar por cima de tudo. E assim, continuamos sentados apenas esperando o mundo mudar. Sentados e mal compreendidos. Vamos sempre continuar nessa espera, não fazemos nada para mudar o caminho - ou apenas arranjar um. Vencer é tão difícil, então continuamos esperando. Sempre essa eterna espera. Fica no ar aquela interrogação vazia, provocada pela ausência de alguma explicação. Passam dias, semanas, meses, anos e séculos, e ainda estamos esperando. Ideias vão e voltam turbinadas de emoções latentes, mas ainda não nos levantamos do nosso lugar, esperamos - inultilmente - o mundo, ou apenas o que nos rodeia, mudar... sozinho.
A eterna busca do "por quê"ou até mesmo as causas que tentamos explicar. Na realidade somos um nada, pois não conseguimos explicar as diversas dúvidas do mundo por quaisquer motivos que aparecem. Às vezes queremos até que o mundo nos responda, continuamos sendo uns nada. Imagino um lugar do qual não esperamos a luz da resposta, mas buscamos a iluminação. Só que sei que não é assim, muito menos há a luz ou a fonte da mesma - nós nem nos preocupamos de viver na escuridão. Mas não há o que mudar, sempre seremos mal compreendidos e confusos, sentados nos nossos próprios confortos esperando que algo algum dia apareça e tire nossas dúvidas. Não iremos atrás. Para que ir? É mais fácil esperar não é? Do que buscar? Não sei, não entendo os humanos e suas verdades, só estou esperando a resposta chegar.

Desabafo.

terça-feira, 6 de julho de 2010
Em pleno século XXI, o esperado seria ter uma vida melhor e mais fácil com toda essa inclusão digital que era inexistente nos séculos passados. Esperava-se uma revolução de valores e pensamentos junto com a tecnologica, mas para uma garota de 16 e 17 anos nada muda o século que estamos ou o que possuímos como meio de comunicação. A sociedade ainda é a mesma em seu projeto bruto, as regras morais ainda estão impostas e ainda somos sujeitas à toda essa burocracia machista. Temos que já com essa idade pensar em um futuro promissor que trará um bom marido e filhos para criar. Somos mal vistas se nos divertimos em uma noite, se jogamos todos os problemas ao alto e apenas pensamos no momento; não podemos dançar como se fosse a última música guiadas pelo efeito do momento e da pouca idade, que passam pelas nossas veias destacando nossa juventude e ingenuidade. Não, não podemos. Temos que ser garotas de família comportadas pensando em um futuro. Mesmo sabendo que talvez não haja um amanhã.
Estamos em uma idade em que tudo é novo e antigo ao mesmo tempo, estamos na época de nos descobrirmos. Também não aprovam suas escolhas se não renderem um bom emprego e uma boa faculdade. Queremos ser felizes; queremos fazer a diferença; mostrar nossas forças para todo mundo que possa escutar o grito da nossa alma e o almejo dos nossos olhos, sedentos por felicidade. Desejamos ser boas no que queremos fazer, chegando a um ponto que o menor dos nossos problemas é namorar. Estamos preocupadas apenas em conseguir o que queremos, mesmo que para isso precisamos lutar contra tudo e todos. Não é pedir demais. Não é muita coisa querer sentir o frio de uma noite de inverno em uma estação de sonhos; querer correr pelo deserto do futuro sentindo as rajadas de calor do destino. Temos essa cabeça aberta para o que queremos diferente das que nossas avós tinham, por que não aproveitar? Por que a sociedade é tão contra e é tudo tão difícil? Preferem um mundo bloqueado de qualquer opinião alheia do que um composto pelos momentos da nossa vida, aromado pelos nossos suspiros e pensamentos e para ser vivido a partir do que queremos.
Mas isso são apenas pensamentos de uma adolescente em crise, não é?! Sim, é o que todos dizem mesmo. Todos estão errados. Querer viver a vida contra o desejo dos outros e não se submeter a essa pressão da sociedade é o direito, não só de qualquer garota, como garoto também. Lembre-se que ser diferente não é a mesma coisa que fazer a diferença. E eu quero fazer a diferença, vou viver a minha vida; vou viver meus valores; vou colorir o meu mundo do jeito que acho que deve ser e não vou ligar para nada; só quero ser feliz do meu jeito sabendo que talvez não haja um amanhã. Tenho idade para isso e vou aproveitar.