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Incluindo-me em uma sociedade não real: a minha.

Extrema futilidade.

sábado, 12 de junho de 2010
Domina o seu ser e o seu nada ser, a futilidade fria, extrema e condensada na vida. A vida vazia, a vazia vida. Quando partir, não levará nada mesmo, para que isso? Nem esse egoísmo narciso que eu, particularmente, chamo de futilidade suprema. Lembre-se que isso não me afeta e nem a ninguém, apenas a você. Só você sai perdendo com essa futilidade extrema por não conseguir se identificar como ser nesse mundo vazio repleto de pessoas exatamente como você. Mundo de sofrida vida fútil que o que importa é o Eu, não o Nós; que o que importa é o que eu tenho não quem eu sou. Mundo que não envolve emoção nem razão. O ser fútil é uma demonstração de um ser não real, apenas estereotipado alheio ao mundo e a qualquer noção que rege o tudo. Mas nosso mundo é vazio mesmo; não conseguimos seguir nem com a nossa pequena razão alijada dessa extrema futilidade. Aquela futilidade que está compactada no drama das vidas alienadas e despreocupadas. 

1 pitaco(s).:

  1. Teia de Textos disse...:

    Nossa, Lê! É uma verve bastante forte!
    É um texto curto e intenso, cheio de uma verdade crua, meio causticante, de tão sincero e real.
    Eu, particularmente, adorei. A primeira frase principalmente: "domina o seu ser e o seu nada ser".
    Muito bem!
    Amei!
    Você é cortante! =]
    bjoss

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