Os ponteiros do relógio parecem mais rápidos do que nunca. Sem eu perceber o tempo foi consumido, eu não o vi passar. Todos os anos anteriores viraram apenas momentos guardados em minha memória. Agora as luzes estão apagadas e eu não posso mais ser salva, ou apenas esperar uma salvação enquanto espero o tempo passar e as luzes se apagarem. Ele já passou e a escuridão toma conta de tudo que presencia minha volta.
O oceano de dúvidas agora tem ondas que me arremessam contra a gravidade e o fluxo. Consigo imaginar minha vida nesse instante, ou o que eu espero que ela seja, como uma ampulheta, me impondo às minhas próprias ações de uma maneira regressiva. Como se extraísse todas as forças que eu carrego junto à minha alma de uma forma lenta. Tenho receio de qual será o último grão a cair e se serei forte o bastante nesse instante, ou se irá acentuar minha fragilidade.
Sinto que todo o tempo que eu imaginei que teria pela frente, quando ainda tinha tempo para tal, está morto e sem qualquer coordenação de sentidos. As péssimas lembranças, de momentos ruins, passam em uma velocidade impressionante sob minha mente. É a própria vulgarização do medo. Eu estou com medo desse ponteiro invisível da vida, que nos leva à hora do fim.
A confusão não acaba, ela consegue se manter forte no universo íntimo do meu ser. Ela se esconde nas sombras que me movem, nos atos que me regem. As paredes se fecham e o relógio insiste em soar o terrível tic-tac - o som da discórdia.
Há pessoas que nunca mais verei e pessoas que nunca imaginei que iria conhecer. Há lembranças já esquecidas e lembranças que serão o passado do meu futuro presente. Aparecem sobre as nuvem as oportunidades perdidas e eu as choro. E sobre a terra surgem as novas oportunidades que são os caminhos que se abrem; são as faces do meu destino.
O tempo que se passou é revelado pelas fotos que desbotam, os rebentos que crescem e os anseios e ensejos que aparecem. É uma corrida contra o tempo; uma fuga da vida já percorrida. E eu me desespero por saber que não há o que fazer, apenas há de nós deixarmos as esperanças guardadas com nós para as ações e preocupações que virão. Enquanto o relógio do tempo não para. Ele nunca vai parar.
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O que vamos fazer agora?
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L
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03:17
sábado, 15 de janeiro de 2011
Há anos que o mundo está sofrendo e sendo castigado profundamente com os desastres naturais. Pessoas estão perdendo as famílias, os amigos, as casas, as estruturas, a vida, a esperança e os sonhos. E não é de hoje. Não me lembro exatamente quando tudo isso começou; quando começamos a ter essas lágrimas nos olhos e a dor no coração; quando começamos a ter medo de algo tão bonito como a natureza; quando tivemos que começar a sermos fortes e solidários em nível extremo; quando vimos tudo de mais valioso ser perdido em minutos; quando tivemos que saber usar a fé, mesmo parecendo que não existe mais depois de tanta tragédia.
Minha memória mais forte é da grande tsunami na Tailândia para frente, eu era muito nova antes disso. Lembro-me bem de ter ocorrido um dia depois do Natal e ter pensado “essas pessoas comemoraram o nascimento do menino Jesus e agora estão morrendo”, eu deveria ter uns 11 anos. Ano passado fiquei muito triste pelas almas que mal puderam comemorar o ano novo que veio por causa do deslizamento em Angra dos Reis, junto com as enchentes, e das pessoas que viram seu país, já precário, ser destruído totalmente concomitante com suas devidas esperanças, no Haiti. E tantos outros desastres que me falham a memória agora.
Em tantas catástrofes temos que aprender a ser solidários, a ajudar quem tanto precisa. Nós temos que mandar além de meios materiais, meios espirituais, desejar o melhor, lançar forças positivas. Temos que sentir a tristeza deles, porque somos todos irmãos, somos todos seres humanos; temos que desejar a felicidade das vítimas e um bom descanso das almas dos que partiram. Começamos a ter que enxergar as possibilidades e os planos para consertar os desastres, a voltar a ficar de pé. E, principalmente, temos que enxergar a esperança, mesmo sendo tão difícil. Entendo bem que não é fácil, mas temos, precisamos mais do que nunca um do outro.
O que me deixa mais sensibilizada depois de tudo isso, não é apenas ver tudo cair sob meus olhos, é saber que a culpa de tudo isso é de nós mesmos. Entramos em um emaranhado de problemas há muito tempo que só agora estamos sofrendo as consequências, há pessoas morrendo por nossa culpa. Como diria o bom e velho ditado: estamos colhendo os frutos que produzimos. Mas eu me pergunto o porque de tudo isso.
Por que não pensamos antes que tantas indústrias e tecnologias em massa desestabilizam o meio ambiente? Por que não respeitamos desde o começo as limitações naturais? Por que não tentamos entender a camada de Ozônio e o Efeito Estufa quando elas começaram a mostrar os primeiros sinais de que não aguentavam segurar as pontas por mais tempo, como o derretimento das geleiras e as mudanças drásticas nos climas? Por que fomos cegos com tantos mínimos detalhes que podem ser a explicação para tudo que está acontecendo agora? Por que fomos geniosos ao não entender que lixo não pode ser jogado na natureza? Por que não entendemos desde sempre que, como nós, a natureza tem vida e sofre? Por que esperamos tudo isso acontecer? Por que não fizemos tudo certinho para não ver as pessoas morrerem por culpa apenas nossa? Por que erramos tanto sabendo que era errado? Por que nós seres humanos não somos solidários sempre, não apenas quando não temos mais escolhas e o amor se torna o único sentimento, principalmente com a natureza? Por que não entendemos que tudo na vida respeita a lei da física que toda ação sofre uma reação? Por que nós achamos que somos os únicos habitantes desse gigantesco e diversificado mundo e que podemos fazer o que bem entendemos, como se fossemos nós que mandassem? Infelizmente são questões que não podem ser respondidas.
Ainda vamos sofrer muito com isso, ainda veremos diversas vidas e sonhos serem perdidos. Sonhos de ter uma família feliz, uma casa boa, um lugar estruturado, de ter felicidade em nosso coração ou até mesmo sonho de se continuar a viver. Ainda vamos sentir muito medo e um sentimento estranho de angústia por não saber o que fazer nem o que vai acontecer conosco, muito menos se somos as vítimas e não podemos nem saber se temos alguma chance de continuar vivendo quando acordamos no dia seguinte. Ainda vamos ter lágrimas presas nos nossos olhos que teimam em cair a cada milésimo de segundo como se não houvesse outra coisa a se fazer em um momento desses. Ainda vamos ter que sentir a dor dos outros e ajudar de qualquer jeito mesmo que seja com orações e forças positivas. E o pior de tudo, apesar de sabermos as consequências, ainda vamos continuar não respeitando a natureza e sofrendo cada dia mais. E até mesmo a culparemos dos nossos próprios erros, uns que podiam muito bem ter sido evitados.
Mas podemos fazer diferente para mais pessoas não sofrerem pelos nossos erros; podemos parar de ser egoístas e fazer as pazes com o que sobrou da natureza; podemos começar do zero. Podemos tudo, só nos basta tentar e fazer acontecer. E então te pergunto uma última coisa: o que vamos fazer agora para mudar o curso e mostrar que somos capazes? Vamos tentar, nós podemos. Eu sei que podemos. Pudemos destruir o mundo, agora podemos o construir de novo.
Minha memória mais forte é da grande tsunami na Tailândia para frente, eu era muito nova antes disso. Lembro-me bem de ter ocorrido um dia depois do Natal e ter pensado “essas pessoas comemoraram o nascimento do menino Jesus e agora estão morrendo”, eu deveria ter uns 11 anos. Ano passado fiquei muito triste pelas almas que mal puderam comemorar o ano novo que veio por causa do deslizamento em Angra dos Reis, junto com as enchentes, e das pessoas que viram seu país, já precário, ser destruído totalmente concomitante com suas devidas esperanças, no Haiti. E tantos outros desastres que me falham a memória agora.
Em tantas catástrofes temos que aprender a ser solidários, a ajudar quem tanto precisa. Nós temos que mandar além de meios materiais, meios espirituais, desejar o melhor, lançar forças positivas. Temos que sentir a tristeza deles, porque somos todos irmãos, somos todos seres humanos; temos que desejar a felicidade das vítimas e um bom descanso das almas dos que partiram. Começamos a ter que enxergar as possibilidades e os planos para consertar os desastres, a voltar a ficar de pé. E, principalmente, temos que enxergar a esperança, mesmo sendo tão difícil. Entendo bem que não é fácil, mas temos, precisamos mais do que nunca um do outro.
O que me deixa mais sensibilizada depois de tudo isso, não é apenas ver tudo cair sob meus olhos, é saber que a culpa de tudo isso é de nós mesmos. Entramos em um emaranhado de problemas há muito tempo que só agora estamos sofrendo as consequências, há pessoas morrendo por nossa culpa. Como diria o bom e velho ditado: estamos colhendo os frutos que produzimos. Mas eu me pergunto o porque de tudo isso.
Por que não pensamos antes que tantas indústrias e tecnologias em massa desestabilizam o meio ambiente? Por que não respeitamos desde o começo as limitações naturais? Por que não tentamos entender a camada de Ozônio e o Efeito Estufa quando elas começaram a mostrar os primeiros sinais de que não aguentavam segurar as pontas por mais tempo, como o derretimento das geleiras e as mudanças drásticas nos climas? Por que fomos cegos com tantos mínimos detalhes que podem ser a explicação para tudo que está acontecendo agora? Por que fomos geniosos ao não entender que lixo não pode ser jogado na natureza? Por que não entendemos desde sempre que, como nós, a natureza tem vida e sofre? Por que esperamos tudo isso acontecer? Por que não fizemos tudo certinho para não ver as pessoas morrerem por culpa apenas nossa? Por que erramos tanto sabendo que era errado? Por que nós seres humanos não somos solidários sempre, não apenas quando não temos mais escolhas e o amor se torna o único sentimento, principalmente com a natureza? Por que não entendemos que tudo na vida respeita a lei da física que toda ação sofre uma reação? Por que nós achamos que somos os únicos habitantes desse gigantesco e diversificado mundo e que podemos fazer o que bem entendemos, como se fossemos nós que mandassem? Infelizmente são questões que não podem ser respondidas.
Ainda vamos sofrer muito com isso, ainda veremos diversas vidas e sonhos serem perdidos. Sonhos de ter uma família feliz, uma casa boa, um lugar estruturado, de ter felicidade em nosso coração ou até mesmo sonho de se continuar a viver. Ainda vamos sentir muito medo e um sentimento estranho de angústia por não saber o que fazer nem o que vai acontecer conosco, muito menos se somos as vítimas e não podemos nem saber se temos alguma chance de continuar vivendo quando acordamos no dia seguinte. Ainda vamos ter lágrimas presas nos nossos olhos que teimam em cair a cada milésimo de segundo como se não houvesse outra coisa a se fazer em um momento desses. Ainda vamos ter que sentir a dor dos outros e ajudar de qualquer jeito mesmo que seja com orações e forças positivas. E o pior de tudo, apesar de sabermos as consequências, ainda vamos continuar não respeitando a natureza e sofrendo cada dia mais. E até mesmo a culparemos dos nossos próprios erros, uns que podiam muito bem ter sido evitados.
Mas podemos fazer diferente para mais pessoas não sofrerem pelos nossos erros; podemos parar de ser egoístas e fazer as pazes com o que sobrou da natureza; podemos começar do zero. Podemos tudo, só nos basta tentar e fazer acontecer. E então te pergunto uma última coisa: o que vamos fazer agora para mudar o curso e mostrar que somos capazes? Vamos tentar, nós podemos. Eu sei que podemos. Pudemos destruir o mundo, agora podemos o construir de novo.
31 de Dezembro: o dia que esperamos.
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L
às
23:08
sábado, 1 de janeiro de 2011
Se eu tivesse que escolher agora o dia mais importante do ano dentro de todos os trezentos e sessenta e cinco dias que um ano suporta, até trezentos e sessenta e seis, dependendo se for bissexto, eu com certeza não iria escolher o Natal, fugindo então de qualquer ideologia cristã, e muito menos o meu aniversário, não seguindo aquela linha egocêntrica, mas eu escolheria, sem pensar duas vezes, o dia 31 de Dezembro.
Às vezes todos nós, seres humanos, independente da cultura que pertencemos ou da religião que seguimos, não interessando se somos núbios ou indo-europeus, se vemos o sol nascer ou ele se pôr, esquecemos o porquê de vivermos, o porquê de continuarmos lutando por nossas vontades e pelo nosso sucesso. Todos nós esquecemos. Esquecemos que esse porquê de tudo é a esperança que carregamos em nossos peitos ou até mesmo nas costas, não importa se você a vê com orgulho ou como peso.
A esperança nos faz dominar o mundo todo e sua metafísica; nos abre caminhos, mares e destinos; nos faz esquecer dos medos em nossos olhos e nos faz sorrir com o coração. Mas parece que as pessoas esquecem desse sentimento: o de querer e o do poder - a nossa fé. Só que no dia 31 de Dezembro tudo é diferente, nós realmente cremos e esperamos algo. Por isso gosto tanto dessa data, ela é mágica e interessante.
As pessoas acreditam em uma alegria igual a um voo de pássaro que só está esperando para começar. O universo começa a se movimentar em constante renovação, a natureza muda a cada instante como se estivessem conspirando a favor das forças positivas que se encontram em cada lacuna do nosso espírito. É como se acreditássemos fielmente que todos os nossos sonhos não realizados até então vão finalmente se concretizar. As tempestades da vida desaparecem por segundos quando os fogos de artifício e os gritos anunciam que o novo ano está presente.
Fechamos os olhos e entrelaçamos as mãos e os sentimentos apenas para pedir que coisas boas aconteçam nesse ano; colocamos a nossa fé, sempre esquecida nos outros dias, nas mãos de forças superiores. De repente, os olhos e os sorrisos se cruzam com os das pessoas presentes, não importa se for família ou amigos, não importa com quem estamos dividindo esse momento, e em um abraço caloroso só um pensamento surge: o de paz. E no dia 31 de Dezembro assumimos o nosso medo. O medo do futuro.
Muitas vezes, a maioria na verdade, fingimos não termos medo, fingimos não apavorarmos com o que se aproxima que é tão incerto. Apenas apertamos esse medo para dentro de nós e ficamos o segurando tanto que ele acaba nem se manifestando na nossa rotina, como se fosse nulo. Ele perde lugar para outros sentimentos, os de indiferença e desinteresse. Não gostamos de assumir que temos medo de que o que esperamos não se realize, mesmo que no fundo isso esteja gritando e latejando. Mas no dia 31 de Dezembro a indiferença e o desinteresse somem junto com a mágoa, o rancor, o ódio e a tristeza e dão espaço para a esperança. A esperança de sermos livres pra conseguirmos realizar tudo que queremos nesse ano que nos espera.
Todas as pessoas se sentem dessa maneira, todas mesmo. Não importa a origem, a língua, a cultura, a nação, a religião, a cor, a classe social ou os problemas e o desejos que cada um carrega. Todos os seres humanos lembram-se de apenas uma palavra: esperança.
E é por isso que eu amo essa data, gosto de ver as pessoas lembrando o porquê de estarmos aqui e o porquê de vivermos. Gosto de ver as pessoas esperando que a felicidade chegue à elas, não importa do que a felicidade de cada um é feita, se é com meios materiais, meios físicos ou até espirituais. Então, se algum dia você me perguntar qual é o dia mais importante do ano, já sabe a resposta.
Um feliz ano novo meu para você e para toda sua família e amigos. Que os sonhos de todos finalmente adentrem suas casas e seus corações e nunca, mas nunca mesmo, se esqueça de crer e esperar pelo melhor. Não apenas no Ano Novo, mas como em todos os dias de sua intensa vida.
Às vezes todos nós, seres humanos, independente da cultura que pertencemos ou da religião que seguimos, não interessando se somos núbios ou indo-europeus, se vemos o sol nascer ou ele se pôr, esquecemos o porquê de vivermos, o porquê de continuarmos lutando por nossas vontades e pelo nosso sucesso. Todos nós esquecemos. Esquecemos que esse porquê de tudo é a esperança que carregamos em nossos peitos ou até mesmo nas costas, não importa se você a vê com orgulho ou como peso.
A esperança nos faz dominar o mundo todo e sua metafísica; nos abre caminhos, mares e destinos; nos faz esquecer dos medos em nossos olhos e nos faz sorrir com o coração. Mas parece que as pessoas esquecem desse sentimento: o de querer e o do poder - a nossa fé. Só que no dia 31 de Dezembro tudo é diferente, nós realmente cremos e esperamos algo. Por isso gosto tanto dessa data, ela é mágica e interessante.
As pessoas acreditam em uma alegria igual a um voo de pássaro que só está esperando para começar. O universo começa a se movimentar em constante renovação, a natureza muda a cada instante como se estivessem conspirando a favor das forças positivas que se encontram em cada lacuna do nosso espírito. É como se acreditássemos fielmente que todos os nossos sonhos não realizados até então vão finalmente se concretizar. As tempestades da vida desaparecem por segundos quando os fogos de artifício e os gritos anunciam que o novo ano está presente.
Fechamos os olhos e entrelaçamos as mãos e os sentimentos apenas para pedir que coisas boas aconteçam nesse ano; colocamos a nossa fé, sempre esquecida nos outros dias, nas mãos de forças superiores. De repente, os olhos e os sorrisos se cruzam com os das pessoas presentes, não importa se for família ou amigos, não importa com quem estamos dividindo esse momento, e em um abraço caloroso só um pensamento surge: o de paz. E no dia 31 de Dezembro assumimos o nosso medo. O medo do futuro.
Muitas vezes, a maioria na verdade, fingimos não termos medo, fingimos não apavorarmos com o que se aproxima que é tão incerto. Apenas apertamos esse medo para dentro de nós e ficamos o segurando tanto que ele acaba nem se manifestando na nossa rotina, como se fosse nulo. Ele perde lugar para outros sentimentos, os de indiferença e desinteresse. Não gostamos de assumir que temos medo de que o que esperamos não se realize, mesmo que no fundo isso esteja gritando e latejando. Mas no dia 31 de Dezembro a indiferença e o desinteresse somem junto com a mágoa, o rancor, o ódio e a tristeza e dão espaço para a esperança. A esperança de sermos livres pra conseguirmos realizar tudo que queremos nesse ano que nos espera.
Todas as pessoas se sentem dessa maneira, todas mesmo. Não importa a origem, a língua, a cultura, a nação, a religião, a cor, a classe social ou os problemas e o desejos que cada um carrega. Todos os seres humanos lembram-se de apenas uma palavra: esperança.
E é por isso que eu amo essa data, gosto de ver as pessoas lembrando o porquê de estarmos aqui e o porquê de vivermos. Gosto de ver as pessoas esperando que a felicidade chegue à elas, não importa do que a felicidade de cada um é feita, se é com meios materiais, meios físicos ou até espirituais. Então, se algum dia você me perguntar qual é o dia mais importante do ano, já sabe a resposta.
Um feliz ano novo meu para você e para toda sua família e amigos. Que os sonhos de todos finalmente adentrem suas casas e seus corações e nunca, mas nunca mesmo, se esqueça de crer e esperar pelo melhor. Não apenas no Ano Novo, mas como em todos os dias de sua intensa vida.
Outra crônica de amor.
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04:58
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
O amor, 'ah... o amor. Acho que nunca cheguei a escrever algo sobre. Talvez alguns textos remetem ao assunto quando descrevo a música ou até episódios da minha vida, mas nada que fale claramente desse verbo tão letal. Nunca vi necessidade de escrever sobre o amor, na verdade nunca achei que fosse preciso. O amor é algo que dispensa palavras ou textos por todos saberem bem como é. Todos sentem, todos sabem definir. É a típica coisa que você aprende desde antes de nascer. Não foi preciso que sua avó te dissesse que as pessoas amam ou te desse de presente o amor. Igual costumam fazer com velhos ensinamentos e relíquias familiares. Ninguém precisou te ensinar como sentir o amor, você apenas começou a sentir desde os primeiros dias de vida. E com o passar dos anos foi descobrindo sozinho outras faces do amor. Amor pelos pais, pelos irmãos, pelos amigos, pelos pertences, por alguma força superior, por si, pelo coleguinha de classe que você dividia os brinquedos, por aquela pessoa do seu ciclo social que a beleza te espanta, pelo trabalho ou até mesmo pelas flores, pelo céu e pela vida. Várias formas, várias intensidades, várias faces, mas só um sentimento: o amor.
Mais redundante do que definir o amor, é falar que as pessoas amam. Cada um do seu jeito e foco, mas todos amam. Nessa minha curta e pacata vida não cheguei a conhecer alguém que falasse que não ama. Apenas os que dizem não acreditar no amor, mas até esses amam. Amam o fato de tentarem convencer aos outros que não acreditam em algo tão banal. Ou que tentam se auto convencerem, enfim. Já vi pessoas amando peculiaridades como o dinheiro e esquecendo do que realmente se deve amar, mas elas ainda assim estavam amando algo.
O amor além de tudo é estranho. Um dia te faz chorar, outro te faz rir. Traz lágrimas e sorrisos. Até faz você perder o sono ou dormir pesado querendo nunca mais acordar. Não importa o motivo, ele faz isso. E nem tem razões para você amar. Você só ama e fim. Quando você percebe, está amando. E ai de você se querer entender o porquê disso tudo... nunca vai conseguir entender. Você ama pela voz, pelo olhar, pelo abraço, pelo cheiro ou até mesmo pelo mistério. Às vezes é correspondido, outrora não. Tem amor que é certo, outros que vem e vão.
Não acredito muito na teoria de que você só pode amar uma pessoa na vida, para mim, você pode amar várias vezes. E como pode! Eu mesma já amei diversas. Só que acredito fielmente que o amor é eterno. Aquele seu namorado que há tempos não vê, que te trocou por sua melhor amiga ou por um jogo de video-game e que você jurou que nunca mais olharia na cara, você ainda ama. Claro que não com a mesma intensidade, mas você ama. Eu sei, você nunca vai admitir, nem estou pedindo isso. Mas o amor ainda está ai, eterno, mesmo que for guardado na sua memória. A lembrança de que algum dia amou aquela pessoa ou aquele momento. O amor não morre, isso pode ter certeza, ele fica guardado. Eterno, para mim, é tudo aquilo que dura o suficiente para ser intenso. E o amor é assim. Mesmo que ele seja tantas vezes controverso e irritante por ser tão imprevisível e petulante. Como seria bom se pudéssemos escolher a quem amar, talvez tudo fosse mais fácil. Ou mais chato.
No instante que você abriu os olhos pela primeira vez você ja amava sua mãe e seu pai, sem nem ao menos querer. No momento que conheceu aquela pessoa que mudou sua vida, para melhor ou às vezes até para pior, você começou a amar. Mesmo que você adore brigar com ela e ela goste de implicar com você.
Amar é tipo uma dependência ou mania, se baseia no sentimento de controle e posse. Há aquela necessidade de ter a pessoa em todo instante de sua vida, mesmo que seja apenas para ver respirando ou dormindo. A ansiedade, a angústia e a insegurança nos atormentam o tempo todo quando se trata de amor e isso é tão frustrante que eu julgo ser o motivo por muitos dizerem que não acreditam no amor. É mais fácil dizer que não acredita, do que admitir que é mais uma vítima.
Não quis definir algo que todos já sabem, na verdade, não sei direito o que eu quis atingir com isso, só quis falar sobre o amor. Outra crônica de amor como tantas outras que você encontra em qualquer canto, que te diz o que você já sabe: que existem diversos tipos de amor e que todos nós possuímos diferentes tipos de amor dentro de nós e até pela mesma pessoas e situação.
O mais importante é ressaltar que todos amam. E que muitos amores ainda estão para entrar em sua vida.
Como diria uma pessoa despreocupada com a vida: que faça a fila andar, que venha o próximo... amor.
Mais redundante do que definir o amor, é falar que as pessoas amam. Cada um do seu jeito e foco, mas todos amam. Nessa minha curta e pacata vida não cheguei a conhecer alguém que falasse que não ama. Apenas os que dizem não acreditar no amor, mas até esses amam. Amam o fato de tentarem convencer aos outros que não acreditam em algo tão banal. Ou que tentam se auto convencerem, enfim. Já vi pessoas amando peculiaridades como o dinheiro e esquecendo do que realmente se deve amar, mas elas ainda assim estavam amando algo.
O amor além de tudo é estranho. Um dia te faz chorar, outro te faz rir. Traz lágrimas e sorrisos. Até faz você perder o sono ou dormir pesado querendo nunca mais acordar. Não importa o motivo, ele faz isso. E nem tem razões para você amar. Você só ama e fim. Quando você percebe, está amando. E ai de você se querer entender o porquê disso tudo... nunca vai conseguir entender. Você ama pela voz, pelo olhar, pelo abraço, pelo cheiro ou até mesmo pelo mistério. Às vezes é correspondido, outrora não. Tem amor que é certo, outros que vem e vão.
Não acredito muito na teoria de que você só pode amar uma pessoa na vida, para mim, você pode amar várias vezes. E como pode! Eu mesma já amei diversas. Só que acredito fielmente que o amor é eterno. Aquele seu namorado que há tempos não vê, que te trocou por sua melhor amiga ou por um jogo de video-game e que você jurou que nunca mais olharia na cara, você ainda ama. Claro que não com a mesma intensidade, mas você ama. Eu sei, você nunca vai admitir, nem estou pedindo isso. Mas o amor ainda está ai, eterno, mesmo que for guardado na sua memória. A lembrança de que algum dia amou aquela pessoa ou aquele momento. O amor não morre, isso pode ter certeza, ele fica guardado. Eterno, para mim, é tudo aquilo que dura o suficiente para ser intenso. E o amor é assim. Mesmo que ele seja tantas vezes controverso e irritante por ser tão imprevisível e petulante. Como seria bom se pudéssemos escolher a quem amar, talvez tudo fosse mais fácil. Ou mais chato.
No instante que você abriu os olhos pela primeira vez você ja amava sua mãe e seu pai, sem nem ao menos querer. No momento que conheceu aquela pessoa que mudou sua vida, para melhor ou às vezes até para pior, você começou a amar. Mesmo que você adore brigar com ela e ela goste de implicar com você.
Amar é tipo uma dependência ou mania, se baseia no sentimento de controle e posse. Há aquela necessidade de ter a pessoa em todo instante de sua vida, mesmo que seja apenas para ver respirando ou dormindo. A ansiedade, a angústia e a insegurança nos atormentam o tempo todo quando se trata de amor e isso é tão frustrante que eu julgo ser o motivo por muitos dizerem que não acreditam no amor. É mais fácil dizer que não acredita, do que admitir que é mais uma vítima.
Não quis definir algo que todos já sabem, na verdade, não sei direito o que eu quis atingir com isso, só quis falar sobre o amor. Outra crônica de amor como tantas outras que você encontra em qualquer canto, que te diz o que você já sabe: que existem diversos tipos de amor e que todos nós possuímos diferentes tipos de amor dentro de nós e até pela mesma pessoas e situação.
O mais importante é ressaltar que todos amam. E que muitos amores ainda estão para entrar em sua vida.
Como diria uma pessoa despreocupada com a vida: que faça a fila andar, que venha o próximo... amor.
21 de Novembro de 2010.
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18:58
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
"When you were young and your heart was an open book. You used to say live and let live (you know you did, you know you did, you know you did). But if this ever-changing world in which we live in, makes you give in and cry... so live and let die"
Foi nessa música, Live And Let Die, que eu percebi que naquele dia, 21 de Novembro de 2010, eu estava em mais um show histórico do Paul McCartney. Nada menos, nada mais que o quarto show dele no Brasil e a terceira passagem dele pelo mesmo. A primeira em 1990, a segunda em 1993 e a terceira agora em 2010, com direito a três shows dessa vez - um em Porto Alegre e os outros dois em São Paulo.
Foi ela que me fez perceber aonde eu estava e a grandiosidade de ser uma das 64 mil pessoas presentes no Estádio do Morumbi naquela noite. Eu estava vendo um Beatle tocar, cantar e mostrar a todos a razão dele de viver: encantar a todos. E eu não acreditava no que estava vendo, eu mal tinha reação. Era muito para a minha cabeça e pro meu coração.
Depois de tudo que passei pra conseguir ir e ser uma daquelas pessoas... a chegada da notícia que ele voltaria para o Brasil, as milhares noites tentando convencer os meus pais de que eu queria isso mais do que tudo, os choros, a compra dos ingressos, a ida para São Paulo, a perda de um vestibular, as noites mal dormidas idealizando o show, a felicidade, a confusão com os ingressos, a estada em São Paulo, as horas esperando e as dificuldades. Ah, as dificuldades... quantas apareceram e quantas me deram dores de cabeça. Todas que me fizeram perceber que quando você quer algo, a única pessoa que pode te ajudar e fazer seus sonhos se realizarem é você mesmo. Fazer o possível, o impossível, o real e o surreal é tudo por nossa conta. Mas eu não acreditava nisso, não mesmo. Só percebi o quão o poder da perseverança é extremo ao ouvir a voz de um dos meus quatro ídolos - e de uma boa parte da humanidade - ecoar pelos meus ouvidos ao vivo. Estando no mesmo lugar que eu! Era um sonho se realizando e meu peito se enchendo de felicidade e orgulho de perceber que eu consegui estar aonde eu queria estar e como eu queria estar.
Eu não precisava mais de nada naquela noite. Estava eu, a lua cheia, música boa e a genialidade e o talento de um dos maiores mitos do rock clássico. Sem contar no carisma e na humildade de um homem de 68 anos que tem tudo para se atrever a ser arrogante, mas não é. Está longe de ser! Seu sorriso e sua animação demonstram a juventude e a ingenuidade que ele mantém por tantos anos. Dá para ver o amor e a alegria em seus olhos.
Achei que as horas esperando, umas sete no total, iriam ser desgastantes e cansativas, mas não. Tirando uma dor localizada nas costas que carrego até hoje, que nenhum "dorflex" da vida retira, até a espera foi perfeita - o clima era todo mágico. Pessoas de diferentes idades, classes sociais, cidades e estados, padrões de vida e valores juntas parecendo que eram todas iguais. Vi desde famosos como Zeca Camargo, Lenine, José Serra e tantos outros que vemos todos os dias nos jornais, revistas, programas de televisão e páginas da internet esbanjando os camarotes e os bastidores até uma Maria Ninguém, do bairro ao lado, e o Luis Anônimo, do mercadinho, que atravessaram o país e as dificuldades com os salários mínimos contados e que sofreram horrores para conseguir pagar um ingresso, mesmo sendo o que proporcionava um lugar distante do palco que quase nem daria para ver. Mas lá, todos eram iguais, eram parte dos 64 mil sonhadores.
Enquanto o Paul nos presenteava com "All My Loving", uma música gravada em 1963 se não me engano, eu olhava o estádio e todas aquelas pessoas cantando com os pulmões uma canção que roda décadas e continua despertando a mesma reação em todos os que escutam: a de simplicidade, harmonia e delicadeza. Não sei se era pela iluminação instalada no estádio ou pela felicidade extrema de todos que tudo brilhava. Lá eu esqueci dos meus problemas, do calor que estava me matando há horas, das dificuldades, do cansaço, da fome, dos vestibulares que se aproximam e de todo mundo. Só ele e as músicas importavam.
Gritei junto no refrão de "Jet", "Back To USSR", "Band On The Run", "Venus And Mars", "Get Back", "Helter Skelter", "Highway" e tantas outras. Me emocionei em "Let it Be", "Hey Jude" "Yesterday", "The Long and Winding Road", "My Love", "Something", "Blackbird", "Here Today", "A Day in The Life/Give Peace a Chance" e, claro, "Live and Let Die". Ri das piadas, mesmo programadas, contadas pelo Paul e me diverti com "Drive My Car", "Dance Tonight" e "I've Just Seen a Face", "Obla-di Obla-da" e do português ensaiado e engraçado dele. E cantei em todas, até as que eu sabia apenas o refrão. Tanto que no meio do show olhei para o meu pai, que estava do meu lado aproveitando o show igualmente, do jeito quieto dele, mas aproveitando, e só consegui dizer "obrigada por ter me apresentado desde pequena à melhor banda de todos os tempos".
A banda que quebrou barreiras, inovou estilos, emociona todo mundo, escreveu as músicas mais tocadas de todos os tempos e mesmo dois deles já falecidos, continuam sendo lembrados por gerações e gerações... e lotando estádios. O gosto por Beatles passou pelo meu pai e chegou até mim e temos mais de 30 anos de diferença. E toda essa diferença sumiu na hora do show. Nós dois tinhamos a mesma idade.
Acho que depois desse dia comecei a gostar e a admirar mais os quatro 'garotos' de Liverpool que dominaram o mundo - se for possível. Mesmo só tendo visto 25% do que um dia eles foram, já foi o suficiente para considerar aquele um dos melhores dias da minha vida. Nesse dia, eu voltei a um passado que não vivi e me senti em uma completa "beatlemania". Não estava mais em 2010 e sim em meados de 1960 aproveitando cada momento e histerismo de todos os presentes.
Foi o suficiente para perceber o poder que a música tem nas pessoas: o de superar dificuldades, de nos unir e nos fazer feliz. A querida felicidade que todos buscam conseguir, eu consegui naquela noite. As três horas de show pareceram ao mesmo tempo minutos e décadas. Cada segundo foi especial, uma lição de vida. Nos mostrando o resultado de tantas esperanças e sonhos acumulados.
É algo que com toda certeza irei lembrar no futuro e contar aos meus netos e para quem quiser escutar sobre o dia, no auge dos meus 17 anos, no dia 21 de Novembro de 2010, que eu senti o que era a felicidade, realizei um grande sonho e fiz parte de um dos shows históricos do Paul McCartney que lotou estádios e encantou multidões. E pode ter certeza que depois desse domingo à noite, nunca mais vou ser a mesma...
Quem eu sou.
Postado por
L
às
21:57
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Dizem que não falo de mim, que sabem muito pouco. Falam que não me defino, que me escondo. Talvez seja verdade, algo meio louco. Ou até mesmo o meu biombo. Aquele que me separa da realidade. A dura verdade.
Só que posso te adiantar que sou alguém que ama a liberdade, chora pela sinceridade, sorri com a humildade e sente a saudade. Que enxerga a vida quando ela passa, escuta o silêncio falar e conversa com a dor. Aquele que às vezes se confunde com o amor.
Sou aquela pessoa que vê o prazer de amar, desde todos como tudo. Sou a pessoa que caminha sozinha no sonho mudo. Nem sempre faz o que é certo. Quase nunca está perto.
Ando nos rastros dos que já foram para sentir o que eles sentiram, deixaram e falaram. Vou para os jardins conversar com quem não fala, mas exala. Grito nos ouvidos e nada digo.
Sou animada, exagerada e até revoltada. Nunca estou satisfeita e muito menos sou desfeita e feita. Quero sorrir o tempo todo e chorar por um estrondo. Tenho principalmente muitos sonhos e vícios indefinidos.
Gosto de ler, falar e escutar. Amo boa música e literatura. Admiro uns e detesto outros. Por dentro sou sensível, incompreendida e feliz. Quero tudo que posso alcançar. Às vezes até aquilo que não consigo. Sou alguém que não consegue se definir, só sentir.
Mas para você, quem eu sou é só quem você vê.
Só que posso te adiantar que sou alguém que ama a liberdade, chora pela sinceridade, sorri com a humildade e sente a saudade. Que enxerga a vida quando ela passa, escuta o silêncio falar e conversa com a dor. Aquele que às vezes se confunde com o amor.
Sou aquela pessoa que vê o prazer de amar, desde todos como tudo. Sou a pessoa que caminha sozinha no sonho mudo. Nem sempre faz o que é certo. Quase nunca está perto.
Ando nos rastros dos que já foram para sentir o que eles sentiram, deixaram e falaram. Vou para os jardins conversar com quem não fala, mas exala. Grito nos ouvidos e nada digo.
Sou animada, exagerada e até revoltada. Nunca estou satisfeita e muito menos sou desfeita e feita. Quero sorrir o tempo todo e chorar por um estrondo. Tenho principalmente muitos sonhos e vícios indefinidos.
Gosto de ler, falar e escutar. Amo boa música e literatura. Admiro uns e detesto outros. Por dentro sou sensível, incompreendida e feliz. Quero tudo que posso alcançar. Às vezes até aquilo que não consigo. Sou alguém que não consegue se definir, só sentir.
Mas para você, quem eu sou é só quem você vê.
"Futuro"
Postado por
L
às
23:00
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Eu poderia tentar definir nesse exato momento o que a palavra "Futuro" está significando para mim, mas tudo que eu vá falar, ou melhor, escrever não vai conseguir definir de maneira certa. Nem sei se "certo" é um adjetivo que eu posso usar para falar da definição de algo que é tudo, menos certo. Eu queria pelo menos conseguir entender o peso que o "Futuro" tem na minha vida... só sei que é muito. Ou pelo menos eu acho que seja. Até nisso essa palavra me complica.
Como uma palavra, uma simples junção de seis letras, consegue ser o motivo dos meus anseios e de todo o pavor que me consome? Gasta desde minha massa cinzeta até as nervuras que se estendem pelo meu corpo ansioso. É tão arrebatadora.
Muitos dizem que o futuro é sua próxima respiração, o próximo piscar dos olhos e até mesmo o próximo passo da sua vida. Outros tentam definir como a resposta das ações do seu presente e o reflexo do que foi o seu passado. Mas não sei com quem concordar, ou se eu realmente tenho que ser à favor de algo. Acho difícil assumir um argumento definitivo sobre um fato incerto e longe do nosso conhecimento.
Se não possuímos o conhecimento, como podemos argumentar? Podemos só refletir e imaginar.
"Imaginação"... uma palavra que, para mim, tem uma ligação forte com "Futuro". É como se elas caminhem de mãos dadas em uma estrada de terra, só esperando o momento que dois caminhos irão aparecer: o da estrada e o de flores. Enquanto o "Futuro" escolhe o da estrada, a "Imaginação" continua sua trajetória no de flores, ou até mesmo, na maioria das vezes, para no de terra.
Os mais céticos dizem que não há caminho na vida que acompanhe o "Futuro" que seja cheio de flores, tem que ser o de terra. Mas os criativos acreditam no contrário. Essa comparação pode lhe parecer um tanto equivocada e infantil, mas tente acompanhar minha linha de raciocínio.
Cheguei no ponto da minha vida que tenho que decidir qual caminho tenho que seguir. Esse ponto é o tão conhecido e temido: vestibular. E eu realmente queria que os meus caminhos e escolhas se resumissem em dois apenas. Talvez eu não teria esse oceano de dúvidas ou pelo menos teria como navega-lo. Pode parecer exagerado, só que é na verdade complicado e demasiado. No ponto de escolher qual curso prestar e de fazer a tal prova que representa tanto, é que deixamos para trás aquela vida de escolhas que não eram inerentes à nós. Não digo que seja o começo da fase adulta, mas, sim, de algo parecido com a mesma. E isso me assusta... demais.
Mesmo eu tendo marcado um curso em si na ficha de inscrição, não significa que eu tenha absoluta segurança da minha escolha. Eu sei, essa insegurança ocorre com todos. É um medo geral, acontece com todos que chegam nesse ponto em um dia de suas pequenas e condensadas vidas. Se não for com todos, é com a grande maioria.
Às vezes me pego imaginando como será daqui pra frente, se tudo que eu penso acontecerá de verdade, ou se irá seguir caminhos diferentes. O que nos remete àqueles caminhos que a "Imaginação" tem que seguir, o de flores e o de terra. Já que o "Futuro" em si continua retilínio... na teoria, claro.
Tenho um pavor de pensar se tudo acontecer diferente, se eu vou conseguir aceitar. De não entrar para faculdade de Design, não me formar na mesma, não ganhar a vida desenhando e desenhando. Será que vou conseguir aceitar essa ideia?
Esse tal "Futuro" não está ao nosso alcance; não temos o menor controle sobre ele. Isto não te preocupa? Saber que o fator que conduz nossas vidas não está sob nossa moderação e nunca estará. Não sabemos se no próximo segundo iremos chorar, ou sorrir, ou até mesmo sobreviver. Sooa tão frustrante.
Não quero me frustrar com os meus planos para o futuro. Quem sabe se eu parasse de sonhar e imaginar, isso não iria acontecer?! Só que não consigo. Se eu não sonhar e não pensar no amanhã, não terei motivos para viver o hoje. Estou presa nesse ciclo.
Fugindo um pouco da reflexão, da subjetividade e do medo, vamos à ansiedade e para daqui duas semanas: o dia que começam os meus vestibulares. Esses são tão assustadores quanto a palavra "Futuro". Pensar que lá verei o resultado de toda minha vida estudantil e o acesso à uma vida nova, a de escolhas e realizações. Até então tudo que faço e decido não é inerente apenas a mim. A partir desse dia o que vier será consequências dos meus próprios atos. Muito assustador.
Para não prolongar mais, deixo aqui minhas palavras que juntas formam um resumo da minha crise pseudo existencialista. Enquanto isso, continuo imaginando o que será do meu futuro e do meu vestibular com a ansiedade em uma mão e o medo em outra.
Como uma palavra, uma simples junção de seis letras, consegue ser o motivo dos meus anseios e de todo o pavor que me consome? Gasta desde minha massa cinzeta até as nervuras que se estendem pelo meu corpo ansioso. É tão arrebatadora.
Muitos dizem que o futuro é sua próxima respiração, o próximo piscar dos olhos e até mesmo o próximo passo da sua vida. Outros tentam definir como a resposta das ações do seu presente e o reflexo do que foi o seu passado. Mas não sei com quem concordar, ou se eu realmente tenho que ser à favor de algo. Acho difícil assumir um argumento definitivo sobre um fato incerto e longe do nosso conhecimento.
Se não possuímos o conhecimento, como podemos argumentar? Podemos só refletir e imaginar.
"Imaginação"... uma palavra que, para mim, tem uma ligação forte com "Futuro". É como se elas caminhem de mãos dadas em uma estrada de terra, só esperando o momento que dois caminhos irão aparecer: o da estrada e o de flores. Enquanto o "Futuro" escolhe o da estrada, a "Imaginação" continua sua trajetória no de flores, ou até mesmo, na maioria das vezes, para no de terra.
Os mais céticos dizem que não há caminho na vida que acompanhe o "Futuro" que seja cheio de flores, tem que ser o de terra. Mas os criativos acreditam no contrário. Essa comparação pode lhe parecer um tanto equivocada e infantil, mas tente acompanhar minha linha de raciocínio.
Cheguei no ponto da minha vida que tenho que decidir qual caminho tenho que seguir. Esse ponto é o tão conhecido e temido: vestibular. E eu realmente queria que os meus caminhos e escolhas se resumissem em dois apenas. Talvez eu não teria esse oceano de dúvidas ou pelo menos teria como navega-lo. Pode parecer exagerado, só que é na verdade complicado e demasiado. No ponto de escolher qual curso prestar e de fazer a tal prova que representa tanto, é que deixamos para trás aquela vida de escolhas que não eram inerentes à nós. Não digo que seja o começo da fase adulta, mas, sim, de algo parecido com a mesma. E isso me assusta... demais.
Mesmo eu tendo marcado um curso em si na ficha de inscrição, não significa que eu tenha absoluta segurança da minha escolha. Eu sei, essa insegurança ocorre com todos. É um medo geral, acontece com todos que chegam nesse ponto em um dia de suas pequenas e condensadas vidas. Se não for com todos, é com a grande maioria.
Às vezes me pego imaginando como será daqui pra frente, se tudo que eu penso acontecerá de verdade, ou se irá seguir caminhos diferentes. O que nos remete àqueles caminhos que a "Imaginação" tem que seguir, o de flores e o de terra. Já que o "Futuro" em si continua retilínio... na teoria, claro.
Tenho um pavor de pensar se tudo acontecer diferente, se eu vou conseguir aceitar. De não entrar para faculdade de Design, não me formar na mesma, não ganhar a vida desenhando e desenhando. Será que vou conseguir aceitar essa ideia?
Esse tal "Futuro" não está ao nosso alcance; não temos o menor controle sobre ele. Isto não te preocupa? Saber que o fator que conduz nossas vidas não está sob nossa moderação e nunca estará. Não sabemos se no próximo segundo iremos chorar, ou sorrir, ou até mesmo sobreviver. Sooa tão frustrante.
Não quero me frustrar com os meus planos para o futuro. Quem sabe se eu parasse de sonhar e imaginar, isso não iria acontecer?! Só que não consigo. Se eu não sonhar e não pensar no amanhã, não terei motivos para viver o hoje. Estou presa nesse ciclo.
Fugindo um pouco da reflexão, da subjetividade e do medo, vamos à ansiedade e para daqui duas semanas: o dia que começam os meus vestibulares. Esses são tão assustadores quanto a palavra "Futuro". Pensar que lá verei o resultado de toda minha vida estudantil e o acesso à uma vida nova, a de escolhas e realizações. Até então tudo que faço e decido não é inerente apenas a mim. A partir desse dia o que vier será consequências dos meus próprios atos. Muito assustador.
Para não prolongar mais, deixo aqui minhas palavras que juntas formam um resumo da minha crise pseudo existencialista. Enquanto isso, continuo imaginando o que será do meu futuro e do meu vestibular com a ansiedade em uma mão e o medo em outra.
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